SÁBADO

Um sábado num prédio no Centro de São Paulo. Um edifício histórico, orgulho do Comendador Argentilli, feito para abrigar a fina flor da família paulista nos anos trinta do século XX.

Nos anos noventa está caindo em pedaços, como boa parte da cidade. Nada funciona, embora todos esperem que alguém tome alguma providência. Esperam que alguém conserte o elevador, esperam que Jesus ajude, esperam o samba acabar, esperam cair fora de lá o mais rápido possível.

É um sábado feito de pequenos incidentes; a procura de um vitral, um elevador que quebra, alguém que morre, um culto interrompido, o roubo de um tênis, uma farda alemã, a sujeira da escada, o outro elevador magicamente iluminado para um comercial, a surpresa, o caos, a confusão, a indiferença.

Enfim, São Paulo, Brasil..., o velho BRASUCA de todos nós.